Cenário e Estratégia

Cenário Econômico

O primeiro trimestre de 2020 foi determinado por um aumento das incertezas no cenário externo, diante da ocorrência da pandemia do Coronavírus - Covid-19, o que resultou no recuo da atividade em vários países e repercutiu em desaceleração da economia mundial, aumentando, inclusive, as chances de materialização de uma recessão global.

Em meio a essa conjuntura, autoridades de muitas nações anunciaram a adoção de medidas sanitárias, fiscais e monetárias com a intenção de reduzir os efeitos adversos dessa pandemia de propagação mundial. Na China, local de origem da doença, as primeiras restrições e indicações de isolamento social ocorreram no final do mês de janeiro, havendo paralisação da produção em alguns setores de atividade, ao que o governo teve de reagir oferecendo estímulos, o que não evitará uma queda da velocidade do crescimento do PIB do País nos três primeiros meses deste ano, conforme sugerem as estatísticas disponíveis até o momento. Por sua vez, na Europa, a ocorrência da Covid-19 intensificou o quadro econômico existente no continente, que já contava com um arsenal monetário restrito para prover estímulos e com baixa disposição por parte dos países economicamente mais relevantes no que diz respeito ao emprego de instrumentos fiscais para impulsionar a atividade. Afora essas questões, a economia da região experimentou retração considerável de suas exportações, sobretudo para a China, elemento que, em conjunto com a redução da demanda interna resultante da queda do comércio e dos serviços, repercutiram em perda de dinamismo da atividade local no período. Já nos Estados Unidos, onde o vírus se espalhou de modo bastante célere, a necessidade de imposição de severas medidas de isolamento social a fim de abrandar o ritmo de propagação da patologia resultou em recuo expressivo do consumo das famílias, responsável por aproximadamente 70% do PIB do País, indicando que o Produto norte-americano no primeiro trimestre deste ano será bastante penalizado pela pandemia.

No Brasil, que passou a integrar a lista de países com casos de Covid-19 ao final de fevereiro (segundo informações do Ministério da Saúde), as restrições para evitar o avanço da doença, notadamente o isolamento social e o fechamento de estabelecimentos que não possuem caráter de essencialidade, impostas sobretudo a partir do mês de março, repercutiram em redução bastante expressiva do comércio e dos serviços, segmentos que já vinham apresentando dificuldades para ganhar tração antes da materialização da pandemia, em um cenário de incertezas quanto à continuidade dos ajustes de reformas necessários a uma recuperação mais consistente da atividade doméstica, fazendo com que a confiança permanecesse em terreno pessimista. Em meio a esse cenário de aprofundamento das dificuldades econômicas internas, a ociosidade permaneceu elevada e, por decorrência, a inflação seguiu em nível confortável, a despeito da expressiva desvalorização do Real ante o Dólar, a qual fez com que a moeda doméstica atingisse, em fins de março, R$5,20/US$. Frente a essas circunstâncias mais adversas, o Banco Central decidiu levar a Taxa Selic à nova mínima histórica de 3,75% ao ano, além de anunciar medidas visando a desobstruir o canal do crédito e a flexibilizar condições de pagamento de obrigações a fim de evitar uma elevação da inadimplência de pessoas físicas e jurídicas e, a reboque, uma queda ainda maior do produto doméstico, resultante, em grande medida, dos efeitos econômicos negativos advindos do Coronavírus.

No Rio Grande do Sul, onde também foram conhecidos os primeiros casos de Covid-19, a adoção de medidas de isolamento social exerceu influência negativa sobre a dinâmica econômica, repercutindo em retração da maioria das atividades, destacando-se, assim como no agregado nacional, o comércio e os serviços. Com efeito, a pandemia provocou recuo não apenas da absorção interna, mas também da demanda externa, de maneira que o comércio exterior gaúcho apresentou desempenho desfavorável no período, acumulando superávit de US$1,2 bilhões nos três primeiros meses de 2020, ante saldo positivo de US$2,6 bilhões no mesmo período do ano anterior, reflexo de uma queda de 42,8% das exportações e de 28,8% das importações.

ESTRATÉGIA CORPORATIVA E DE NEGÓCIOS

ESTRATÉGIA CORPORATIVA O Banrisul é um banco de varejo que tem por Missão ser o agente financeiro do Estado para promover o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Considerando a Missão e, ainda, a Visão de ser um Banco público rentável, sólido e competitivo, integrado às comunidades e que presta serviços com excelência, foi estruturada a estratégia da Instituição baseada em cinco pilares que guiam seus esforços. São eles:

Essência: reforçar o compromisso com sua essência de ser um banco de varejo, com foco de atuação no Rio Grande do Sul. Para isso, investe fortemente em produtos para micro e pequenas empresas e, também, no agronegócio, que é a base do desenvolvimento econômico do Estado. Cabe ressaltar que é com esse compromisso que a Instituição consolida sua missão, bem como aproxima e fortifica o relacionamento com os clientes.

Pessoas: para o Banrisul é somente com a força das pessoas que se alcança o sucesso organizacional. Para isso, o Banco desenvolve uma cultura ágil e transformadora, promovendo o engajamento e a melhoria dos processos de gestão de pessoas.

Eficiência: a Instituição adota uma gestão com eficiência, centrando os objetivos em processos mais ágeis e simplificados, no aperfeiçoamento da infraestrutura e arquitetura de TI, no aprimoramento da gestão de riscos e também no alinhamento às melhores práticas de gestão.

Transformação: percorrer o caminho da transformação, por meio da implantação de novos modelos de negócios e de novas tecnologias, manterá o Banrisul competitivo no mercado.

Cliente: considerando a semelhança dos produtos ofertados no mercado, a entrada de novos competidores e a busca dos clientes por valor agregado e inovação, o Banrisul intensifica o foco no cliente, com intuito de proporcionar a melhor experiência em soluções financeiras e elevar o seu nível de satisfação.

Estratégia de Negócios

Em relação à estratégia de negócios, a Instituição pretende reforçar o atendimento ao público de varejo no segmento de pessoa física e ampliar o atendimento às pequenas e médias empresas. Nesse sentido, são detalhadas a seguir as principais informações pertinentes a estas linhas de negócios e suas estratégias.

O foco de atuação comercial no segmento de pessoa física, prioriza, no setor público, em especial as linhas de crédito consignado aos servidores públicos ativos e inativos e aposentados do INSS, bem como a ampliação do relacionamento com profissionais liberais, público jovem e clientes Afinidade.

No segmento empresarial, o direcionamento comercial se mantém nas empresas de médio e pequeno porte e microempresas (PME), onde foco é a oferta de recursos para capital de giro com garantia real, que abrange produtos e serviços como a aquisição de bens, investimentos em projetos sustentáveis, a antecipação de recebíveis, operações de capital de giro com garantia de recebíveis e cartões e, ainda, o fornecimento de equipamentos da rede de adquirência Vero e a prestação de serviços, como cobrança, folha de pagamento e gestão de pagamentos eletrônicos.

A diversificação na prestação de serviços como forma de gerar receitas à Instituição constitui importante fator para a cobertura dos custos fixos. Assim, o Banco concentra esforços em ações comerciais focadas em produtos como cartões, rede de adquirência, consórcios e seguros, potencializando o número de produtos consumidos pelos clientes.