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Banrisul pode obter até R$ 2,347 bilhões

Banrisul pode obter até R$ 2,347 bilhões

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) prevê uma captação entre R$ 1,826 bilhão e R$ 2,347 bilhões com a oferta pública primária e secundária, no país e no exterior, de 173,9 milhões de ações preferenciais classe B (PNB) que deve ser liquidada até o fim deste mês. A operação é coordenada pelos bancos Credit Suisse e UBS Pactual e admite lote suplementar de 15%, com liquidação no fim de agosto, caso a demanda supere o volume ofertado inicialmente.

Com base num preço por ação estimado entre R$ 10,5 e R$ 13,5, a emissão de novos títulos (66,666 milhões) deve render de R$ 700 milhões a R$ 900 milhões brutos, que segundo o prospecto preliminar da operação publicado ontem serão empregados como base para o reforço do capital e a expansão das operações de crédito do banco. No fim de abril o Banrisul tinha patrimônio líquido de R$ 1,293 bilhão e capital social de R$ 1,238 bilhão.

O governo gaúcho, controlador da instituição, deverá levantar entre R$ 1,126 bilhão e R$ 1,447 bilhão com a venda de 107,246 milhões de títulos. Os recursos serão utilizados na formação de dois fundos de previdência para o funcionalismo público. Após a operação o Estado ficará com cerca de 10% das ações preferenciais de 60% no capital total do banco, mas manterá inalterada sua fatia de 99,62% das ordinárias (ON).

Para os investidores não institucionais (pessoas físicas e jurídicas) foram reservados de 10% a 20% dos títulos, com valor mínimo de R$ 2 mil e máximo de R$ 300 mil. Eles poderão fazer pedidos de reserva a partir do dia dez até 23 deste mês, mas para os empregados ou pessoas vinculadas às instituições participantes da oferta o prazo vai até o dia 13. Os investidores institucionais não poderão fazer reservas antecipadas nem têm limites para os valores investidos.

Ontem as ações preferenciais classe A do banco recuaram 10,35%, para R$ 130 o lote de mil. Em junho, o Banrisul aprovou o agrupamento de títulos na proporção de 150 por um, o que irá reduzir a quantidade de ações de mais de 51 bilhões para 342,3 milhões, sendo 137,3 milhões preferenciais e 205 milhões ordinárias. A partir do dia 24, os papéis passarão a ser negociados agrupados e cotados unitariamente.

A oferta será acompanha também pela migração do banco para o Nível 1 de governança corporativa da Bovespa. A medida já incluiu a criação de mais uma vaga no conselho de administração, para acomodar um representante dos novos acionistas, e a garantia de "tag along" aos minoritários em caso de venda do controle da instituição, embora isto não esteja previsto pelo governo gaúcho.

Os minoritários atuais, que detêm menos de 1% das ações ON, PN e do capital total, foram autorizados a converter os papéis preferenciais classe A para PNB, que terão liquidez no mercado a partir da emissão, ou para ON. O Estado fará a conversão das PNA para PNB antes da oferta secundária para evitar que depois elas sejam convertidas em ordinárias pelos compradores.

Fonte:Sérgio Bueno (Valor Online)


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