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Crédito tributário ajuda a elevar lucro do Banrisul

Crédito tributário ajuda a elevar lucro do Banrisul

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) fechou os nove primeiros meses de 2007 com lucro líquido consolidado de R$ 801,76 milhões, 215% a mais do que no mesmo intervalo de 2006. O desempenho foi beneficiado pela apropriação de R$ 511,2 milhões em créditos tributários no início do ano para ajustar o patrimônio antes da oferta primária de ações, concluída em julho, e no terceiro trimestre o resultado cresceu 16,8%, para R$ 76,63 milhões.

O banco controlado pelo governo gaúcho também anunciou ontem a assinatura de um acordo com a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) para administrar com exclusividade a folha de pagamento de 440 das 496 prefeituras do Rio Grande do Sul. A instituição pagará R$ 230 milhões por cinco anos de contrato e vai ainda oferecer R$ 500 milhões em financiamentos habitacionais consignados para funcionários municipais.

Segundo o presidente Fernando Lemos, o resultado apresentado até setembro está em linha com as projeções do Banrisul, que previu aceleração do crédito no segundo semestre em função do crescimento da economia. A carteira total do banco avançou 19,4% nos nove meses, para R$ 7,2 bilhões.

O estoque de financiamentos para pessoas jurídicas aumentou 29,5%, para R$ 2,4 bilhões. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 2,5 bilhões, com alta de 28,1% sobre setembro do ano passado, sendo R$ 1,5 bilhão em créditos consignados. O banco encerrou o terceiro trimestre com ativos totais de R$ 20,1 bilhões, 31,6% a mais do que um ano atrás, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 2,7 bilhões, com expansão de 109,7%, beneficiado pela capitalização que garantiu o ingresso de R$ 786 milhões líquidos para a instituição com a oferta de ações.

As receitas de intermediação financeira do Banrisul tiveram queda de 7,5% de janeiro a setembro, para R$ 2,08 bilhões, devido ao impacto da redução da taxa Selic sobre a rentabilidade dos títulos públicos e a remuneração dos empréstimos compulsórios. Mas, conforme Lemos, a perda foi compensada pela diminuição dos custos de captação.

Já as despesas com pessoal cresceram 5,3% nos nove meses, para R$ 558,18 milhões influenciadas pelo reajuste de 6% concedido em setembro e pelo pagamento das participações nos resultados aos funcionários no mesmo mês, explicou Lemos. Deste total, 72,5% foram cobertos pelas receitas com tarifas.

Conforme o presidente do banco, o contrato assinado com a Famurs garantiu a concentração no Banrisul de todos os negócios bancários das prefeituras envolvidas durante os próximos cinco anos. Os R$ 230 milhões pagos pelo banco serão distribuídos de acordo com o valor da folha e o número de funcionários de cada município. O acordo prevê também que a instituição fará a gestão de pelo menos 50% do patrimônio dos fundos de previdência municipais existentes.

A estimativa é que os fundos dos municípios gaúchos somem R$ 3 bilhões, mas o valor inclui os que venderam suas folhas para outros bancos, disse Lemos. Em outubro a prefeitura de Porto Alegre acertou a concentração do pagamento aos servidores na Caixa Econômica Federal. Até agora o Banrisul tinha 50% da folha da capital gaúcha.

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