Banrisul - Relações com Investidores Mobile
Clientes Fiéis e Novo Plano de Gestão

Clientes fiéis e novo plano de gestão (Revista Valor Financeiro/São Paulo - Ed: Julho/2009 - Pág.40,41 e 42)

Ainda que exista de fato uma afinidade histórica - e até uma relação afetuosa - dos gaúchos com o octogenário Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), isso por si só não explica o fato de ele ter-se tornado, nos últimos anos, um exemplo de eficiência entre os bancos públicos brasileiros. Lucrativo, utilizando o que existe de mais moderno em tec¬nologia da informação, respeitado no exterior, aparentemente imune aos males que vitimaram vários de seus congêneres estaduais, o Banrisul está a léguas de distância de ser considerado um banco à moda antiga.

Hoje, 70% da população do Rio Grande do Sul que usa bancos está no Banrisul. São 3 milhões de clientes, que encontram agências em 80% de seus 496 municípios. E mais algumas dezenas fora do Estado, nas principais capitais e em Santa Catarina, mercado que o banco considera como área natural de expansão. E o fato de o Banrisul patrocinar os dois principais times de futebol gaúchos - os rivais Internacional e Grêmio - não é apenas uma ação de marketing, destituída de maiores significados. Trata-se da concretização, nas cami¬setas dos jogadores, de uma identidade histórica dos riograndenses com o ‘seu‘ banco.O presidente do Banrisul. Fernando Guerreiro de Lemos, gosta de usar uma palavra que a seu ver sintetiza toda a transformação e os bons resultados: ‘gestão‘. Advogado formado pela Universidade de Brasília (UnB), 49 anos, ele chegou à presidência do banco em 2003, depois de ter trabalhado com Pedro Simon (PMDB) no Senado Federal e no governo gaúcho. Ao senador peemedebista é atribuída sua indicação para o cargo.

Em julho de 2007, o Banrisul realizou uma bem-sucedida operação de captação de recursos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e fortaleceu seu caixa - e do governo do Rio Grande do Sul, o principal acionista - com R$ 2 bilhões, na ‘maior colocação primária de ações com Banws :na história da América Latina‘, como se lê no rlatório de 80 anos do banco. A capitalizaçào não poderia ter ocorrido em melhor hora: no ano seguinte, o mundo começaria a sofrer os efeitos da grande crise financeira que perdura até agora.

Encadeamentos de eventos importantes como esses não constituem algo completamente novo na história do Banrisul. No longínquo mês de agosto de 1928 - um ano antes que a grande crise financeira americana assombrasse o mundo e derrubasse mercados como um castelo de cartas -, o governo federal autorizava o funcionamento do banco recém-criado (uma reivindicação dos pecuaristas gaúchos) que, no ano seguinte, já contaria com 29 filiais e não pararia de crescer, mesmo sob o temor provocado pelo crash da Bolsa de Nova York. No terceiro ano de funciona-mento, o Ranriml já contava com 65 agências no interior do Estado. E enquanto, à sua volta, tragadas pela crise, fechavam-se casas conceituadas, como o Banco Popular e o Banco Pelotense, o Banrisul continuava sua trajetória ascendente e começava a deitar no coração dos gaúchos as raízes profundas dessa instituição que agora, no primeiro trimestre de 2009, lucrou R$ 106,5 milhões, com crescimento de 33,6% no volume das operações de crédito ( que chegam a R$ 11,8 bilhões ).

O presidente Lemos afirma que o modelo de gestão que foi implantado sob sua liderança ‘preparou o banco para continuar a crescer com segurança‘. E essa segurança inclui até mesmo uma certa blindagem das áreas sensíveis da instituição, preparando-as para uma eventual mudança dos cargos comissionados de confiança, de tal maneira que pudessem suportar as substituições sem descontinuar os negócios. ‘Pode-se trocar presidente e diretoria, sem precisar alterar o planejamento‘, afirma.

Na visão de Lemos, no começo era um trabalho que parecia impossível de ser realizado, algo assim como a troca das turbinas de um avião em pleno voo. O objetivo, que acabou sendo alcançado, era estabelecer um processo gerencial sustentado no fortalecimento e especialização dos comitês, formados pelos quadros técnicos, ampliando a segurança na tomada das decisões.

As principais decisões operacionais, como a concessão de crédito, não dependem do presi¬dente ou de diretores. Assim, não adianta o governador ou a governadora que tenha indicado o presidente pedir por algum socorro ‘heterodoxo‘ para as finanças estaduais. Da mesma forma, nenhum outro político que pretenda usar o fátó de o governo estadual ser ‘dono‘ do banco como um atalho para favorecimento terá sucesso. Como as decisões são tomadas por ‘comitês de crédito‘ e os envolvidos na decisão são técnicos, prevalece o caráter profissional.

Esse modelo de gestão tem permitido, por exemplo, que, mesmo com o crescimento das operações de crédito (42,7% em 2008, movimentando R$ 11,5 bilhões), o índice de inadimplência se mantenha em cerca de 3%.

Para o presidente do Banrisul outro ponto fundamental é o fato de a remuneração variável ser calculada unicamente sobre o resultado efetivo, ou seja, ‘só sobre aquilo que está na última linha‘. Aí estaria o segredo da rentabilidade do banco, a chave para o comprometimento de todos com o melhor resultado e com a baixa inadimplência.

Hoje Lemos pode afirmar que as turbinas foram trocadas, o avião continua voando e a reestruturação do Banrisul não tem igual ‘nem entre os públicos, nem entre os privados‘. Foram ultrapassados até obstáculos importantes, como a necessidade que têm os bancos públicos de cumprir certas normas a que os privados não ,estão sujeitos - como a obrigatoriedade de licitação para compras e de concurso para contratação. ‘Isso tira, de certa forma, a agilidade, mas força o planejamento e nos obriga a estar preparados até mesmo para eventuais mudanças bruscas do mercado.‘ E, ao que tudo indica, essa legislação dos órgãos públicos, que às vezes, em outros lugares, é utilizada como justificativa para a má gestão, não impediu que o Banrisul atingisse suas metas. Mesmo as mais ambiciosas, que levam o presidente Lemos a dizer, não sem uma generosa dose de vaidade, que ‘temos tecnologia de pon¬ta na área bancária, tudo está na web, e somos a mais segura operação de internet do Brasil‘.

Os fatos confirmam o entusiasmo do presidente. O ,Banrisul foi eleito recentemente para um mandato de dois anos entre as 21 empresas que têm assento à mesa de conselheiros do Payment Card Industry (Pel). É o único representante brasileiro. A Smart Card Alliance Latin America premiou o banco, em maio de 2008, com o troféu ‘Outstanding Smart Card Achievement - Latin America‘, pelo cartão internet Banrisul, com chip, considerado pela empresa como ‘o projeto mais arrojado‘ do continente. Também em 2008, o Sistema MuItos, na Inglaterra, premiou o Banrisul por ter o melhor projeto, em nível mundial, que reúne, num único cartão, o governo eletrônico e o sistema bancário.

O cliente Banrisul, com seu cartão com chip de 36 k, não corre os mesmos riscos de correntistas de outros bancos ao acessar sua conta a partir de um computador. Isso porque a autenticação é direta, entre o chip (que realiza cálculos criptográficos que validam a própria senha do cartão) e o sistema do banco. Para tanto, porém, além do cartão, é necessário ter um leitor de chip conectado a uma saída USE. Outra ousadia - que talvez sirva para demonstrar a confiança do banco na fidelidade de sua clientela e na força de sua marca - é a manutenção de uma bandeira própria de cartão de compras, o Banricompras. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina,já são mais de 66 mil os estabelecimentos que aceitam o cartão, em operações de débito e crédito. É o maior cartão de marca própria do país. E, na vanguarda tecnológica que tanto orgulha o presidente, é possível, aos pequenos comerciantes (como motoristas de táxi, por exemplo), realizar transações utilizando um celular comum e dois pequenos periféricos, com funções de leitura de cartão com chip e impressora.

Mesmo o serviço mais usual de internet banking - a consulta ao extrato - pode ser dife; rente para os clientes Banrisul: é possível ‘ver‘ qualquer cheque que esteja na conta. Não apenas os dados, como número e valor, mas a imagem do cheque. A visualização de cheques emitidos pelo próprio cliente está disponível desde 2006. A inclusão dos demais cheques é um novo serviço que começou a ser oferecido em 2009.

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